Aos Críticos

" Cada vez que o poeta cria uma borboleta, o leitor exclama:Olha uma borboleta!” O crítico ajusta os nasóculos e, ante aquele pedaço esvoaçante de vida, murmura: — "Ah! sim, um lepidóptero...”"

"Aos Loucos e Raros"

Apresento minha grande contradição, o que posso mostrar de meu mundo, de meu ser, de meu são.



Tuesday, January 22, 2008

O fim e o começo sem endereço


E amanheceu o novo ano
tudo que era do passado eu abandono
A chuva levou em sua água

tudo que era ainda magoa

Levou o que eu pensava ser dona
Parte de mim que não cabia
Levou o que não queria vir a tona
A parte que não sentia

Limpou nossas almas
Laçou-nos em sua dança
Levou-nos por suas águas calmas
Em sua corredeira mansa

Fez-nos flutuar em sua respiração
E dormitar durante a viagem
O sentir era mais do que coração
e já não existia mais imagem

E começou de novo
Aquilo que não tem fim
Como a galinha e o ovo
O ser dentro e fora de mim.

“ Pela Verdade, pelo seu poder, paz, amor, e harmonia”

Thursday, December 27, 2007

O fim de um ano novo, e o começo de um ano velho.


E mais um ano vem chegando ao fim
Cheio de tudo e de pouco
Longo tempo a regar meu jardim
Não mais me sentirei oco

Muitas sementes colheram para mim
Muitos em mim plantaram em muitos eu semeei
Houve os que me encantaram e com os quais me desencantei

Houve os que escutei, e os que ignorei
Dias em que vivi, dias em que ouvi
Com os quais corri, com os quais cantei
vezes em que morri,
as vezes em que acordei

Com os quais bailei, concentrei e desconsertei
Os quais me encaminharam e com os quais eu caminhei
Com os quais sonhei e os que me acordaram
Os que amei e ainda não me amaram

Os que se foram e os que hei de conhecer
Alguns defeitos, outros tormentos
Os perfeitos momentos, não se farão esquecer
As estrelas e os ventos
As noites e seguidas do amanhecer

Os que morreram e os que hão nascer
Obrigada a todos que tiveram fé,
Na vida, em Deus, no mundo, porque esses também tiveram fé em mim
Aos que lutaram e se mantiveram de pé
Esses que com todo seu encanto me ajudaram a regar meu jardim.

Obrigada, pois a tudo devo ao mundo
Pelo solo fértil e fecundo
E se hoje sou flor,
é porque me fizeste floreSer


Obrigada!

Tuesday, December 11, 2007

Vanilla Sky


Verdades Individuais ...

São mentiras.
Mentiras que te limitam ao teu próprio mundo, que te impedem de ver as verdades universais.
Verdades pessoais são formas de construir seu próprio mundo, mundo inventado assim como suas verdades, verdades essas verdadeiras só para você. A partir do momento que passa a ser só sua, e de mais ninguém, deixa de ser verdade e passa a ser mentira... Afinal, meia verdade é meia mentira

Não cansaste de tuas verdades?
... de tuas mentiras?

A maior verdade da vida não pode ser provada com palavras, ou melhor, ela não precisa ser provada, pois já tem a essência verdadeira e quem se permitir enxergar poderá compreendê-la.
Verdades universais não precisam que você acredite nelas para que existam, estão lá caso você queira ou não, não faz diferença para elas, mas faz para nós. Saber reconhecer uma verdade torna muito maior sua compreensão de vida.

O poder da verdade consiste em não precisar prová-la.


Não seja omisso, e sim presente
Se assim não o for será conivente.

Acolha a verdade
Não espere a idade
Pois o que você achou amigo, tempo
Não terá piedade

Liberte-se de seu mundo
Papel de parede da ilusão
Deixe ecoar o grito mudo
Passe a enxergar com coração

Ouça tua mãe chamando
Acolheu-te tão bem
E a deixas-te chorando
Desperte, pois do que imagina esta aquém

Há o que compreender do mundo além.
Enquanto viveres na escuridão
Não saberás de onde vem
Continuarás acreditando na ilusão
Sem ao menos ver o que a verdade tem.

Acorde, abra os olhos, a claridade os ofusca?
Não se preocupe, é por pouco tempo
logo poderá enxergar o que busca
e o que antes era tormento
será para os olhos ungüento.

Thursday, November 22, 2007

O ciclo da Vida visto por La Folle

“ -Bá acho que na vida passada você era uma lagarta...
-Por quê?
-Porque nessa você é uma borboleta!”


Todos nós em todas as vidas e/ou varias vezes numa mesma vida somos lagartas, e somos também os ovos e os casulos; para sermos então borboletas.
Os ovos são nossa fase de adaptação ao mundo físico, a lagarta é nossa fase de trabalho, labor para atingir e merecer a ascensão ao degrau superior, o casulo a fase de reclusão e reflexão daquilo em que tanto trabalhamos e tudo o que fizemos e aprendemos, a borboleta então é o nosso florescer, voltamos ao mundo livres de tudo aquilo que já passamos e sofremos, mas estas vivem apenas uma semana...
Então seremos ovos novamente, para ser lagarta casulo e então borboleta, cada vez um florescer mais belo e colorido, com asas maiores que voam mais e mais alto e assim será ate que um dia sejamos eternamente borboletas, borboletas em espírito, essas não morrem nunca.

Dormi numa vida e acordei num planeta
Dormi num casulo e acordei Borboleta
Dormi um minuto e perdi uma hora
Hoje vivo acordada para não perder o agora

Uma semana tem 7 dias
Cada dia é uma vida tua
e ti mesmo é quem as cordas fias

Uma semana pode ser longa
Dolorosa ou resoluta
Uma semana pode ser curta
Proveitosa ou dissoluta

Mas serão sempre 7 dias
E é tu quem as cordas fias

Monday, October 29, 2007

La Belle Époque

Dizem por ai que ela se foi
e não se sabe porquê
Foi-se como um violento tornado
arrastando tudo de belo e sagrado

Deixou história da sua beleza
Beleza, que só pertencia à realeza

Realeza rica mas não real
ao mundo eram tão desigual
Achavam que ter riqueza
era ser príncipe ou princesa

Mal sabiam do belo e sagrado
da bela época
que viveremos em um tempo dourado

Há aqueles que pensam que ela se foi
Foi como um tornado
mal sabem eles
que nada pode de nós levar
aquilo que é sagrado.

Ainda dormem e suspiram
sem saber porquê,
sempre lembrando,
do que nunca foi,
La Belle époque

E ela Passou a aula de física escrevendo sobre antecedentes da primeira guerra mundial

Deoris - Talvez algo mais que isso - Ironia

Monday, October 22, 2007

Empatia entre Homem e Relógio


O relógio faz de conta que conta o tempo
Quando conta contos de seus pontinhos
com encontros e desencontros de seus ponteiros

Que dançam no ritmo de Sansara
Ate que finda a pilha e ele para

Ora noite ora dia se juntam e se separam
Tic tac tic tac conta o seu triste conto
Com encontros cronometrados
Atingido pelo próprio veneno sem antídoto

Aquele que envelhece e mata
Se ficarmos no mesmo nó
Que não desata
Há ate mesmo ele de ficar com dó
De nossa conduta insensata

Pois, ora, culpa-te a ti mesmo pelo teu perdido momento
E ora, pois o relógio sabe o que ele perdeu
Então ora, pois dividem o mesmo tormento
...Ora, pois o que deixas-te ir era teu

Tic tac tic tac foi-se o tempo
Aquele não contado,
foi-se com o vento
do seu mundo inventado

Tuesday, October 16, 2007

Razão Irracional

Espanta-me tamanho palavrório
Ser tão contraditório
Como um jogo de gato e rato

Só tem sentido de imediato

Nada defini-se
Apenas compreende-se o inexplicável,
Mas não pelas palavras,
Pelo simples fato de compreendermos
De sentirmos o seu significar.

Elas são ditas,
Mas nós damos laço às fitas
O sentido deve ser sentido, e nada mais.

E assim podemos entender
Nossa grandeza e nossa pequenez
Sabedoria e ignorância
Buscar com avidez
E compreender a tal tolerância

O dentro e o fora
Nem externo nem interno
O que era antes e agora
Ser metade e ser inteiro

As palavras não dizem
Apenas insinuam
Daí tanto desentendimento
Limitam-nos como cimento

Ora, se mudos e surdos se comunicam
Não são palavras que identificam

Toda palavra é contraditória,
É muito e é pouco
É tesouro e escoria
É o sentido dado a louco

O sentimento sincero e rouco
Sem falar e compreendido.

As palavras ganham vida,
Sentimento e sentido quando saem da nossa boca
Sentido que morre quando alguém ouve,
e renasce a sua nova forma.

É isso, nunca serão nada e serão tudo
na boca de quem fala e nos ouvidos de quem ouve,
mas serão sempre verdadeiras no coração de quem sente
e compreende aquilo que existe além da mente

Wednesday, October 10, 2007

E vida é uma escolha


A Vida tem janelas
em que posso procurar a
escuridão da noite
ou a luz do luar

A vida tem pessoas
em que posso me inspirar
para ouvir o som da morte
ou a melodia do mar

A vida tem caminhos
em que posso me encontrar
a olhar de um mirante
ou perdido num patamar

A vida tem terrenos
em quais se pode caminhar
atento, calmo, e sereno
ou ao alento ficar a rodar

A vida é sem rumo
a vem nos convidar
para dançar ao som da guerra
ou sonhar à vida eterna


* Em algum dia da quinta série

Wednesday, September 19, 2007

Tocar ao som da Lua

Como seria tocar na Lua
Assistir de camarote ao espetáculo do universo
Deitar na terra e grama nua
Poder respirar nas profundezas do mar, submerso

Como seria tocar o céu
Virar o pólen nas patinhas da abelha
ser as cores da pintura no papel
a gota de chuva a escorrer da telha

Como seria ser uma bolha de sabão
A pétala da flor
do cego a intuição
da mãe o amor

Num sopro de vulcão voar na solidão
Num dia ensolarado ser da manhã o namorado
Numa floresta nublada ser borboleta encasulada
Numa noite estrelada ser do vento a namorada

Como seria ser mim sem eu
Ser você sem ser teu
Ser terra molhada
e boca aguada

Como seria ser o que sou?
Ser semente
Sem a razão ou dispersão
Dominar os mistérios da mente
Só amor e doação

Sem tristeza ou solidão
Saber-se parte do todo
Ser a luz da oração
Tira do corpo todo o lodo

Como seria tocar seu ser
Seguir na intuição
Alem do que posso ver
Ir pelo caminho do coração
E simplesmente crer

Como seria..... como seria?

Friday, September 14, 2007

Me nino... Me nina?


Nana, nina , MEnina
Canta o canto me encanta
Meia lua alumeia me ilumina
Sopra o sopro me assopra
Vento leva me eleva
Leva no vento dos sonhos
Leva do alento, atenta
a flor no beijo do vento
na ponta do bico do beija-flor
Nos moinhos gigantes
devaneios amantes
consigo ser eu
consigo sou ser
Cochicha o segredo, me conta
E encontra o segredo de mim
Sumido nas águas do Nilo
Enterrado em meu jardim
Ora menino MEnina, vento dos sonhos me eleva pra mim.