
A anciã esteve lá com todo seu conhecimento e me levou para o passado confuso e o possível futuro, fez-me sentir parte do todo.
Os cantos e as danças eram como dígrafos, o céu enfeitado com as mais belas estrelas, o chão do mais puro barro, paredes das mais belas arvores, lá em cima no “Tor” ao som dos tambores e chocalhos da noite
Feroz carrossel que gira gira gira e gira e
fica a passar pelo mesmo lugar
Quando deseja num impulso louco querer saltar
Quando o som já nem é mas ouvido
tem um cheiro distorcido
e o gosto esta no ar
Pensamos que é real mas só estamos a rodar
O bom senso briga com a crença
como por um doce as crianças
A verdade calada e surda
Já não importa-se com sua veracidade
Quando todo o seu poder esta nos sentidos incertos
e cambaleantes da vida.
O segredo guardado, sem motivo certo
esta no simplesmente duvidar
Não no acreditar simples e cego
Nem no desacreditar arredio
e incondicional
Esta no questionar a eternidade
Esta no não falar, ñ escrever, ñ usar letras, nem gestos
a quarta dimensão esta a cima das palavras
elas ñ servem para explicar nada
por isso você entende
é como uma leve brisa da tarde no mar
soprando para dentro da mente através dos olhos
a essência esta no simplesmente sentir
Sem fingir, quando realmente sente
e não aceita.



