Te conheço como quem está procurando um vinho ...
Olho a garrafa , o rótulo.
Leio então a poesia de sua descrição :
Suave ,notas de perfume floral adocicado,
sabor prolongado e aveludado,
algo mais de um tanto indecifrável ...
Você vem assim ,
com esse rótulo de vinho raro,
cheio de poesia misteriosa que faz vontade de provar.
A magia de unir versos, buscando a perfeição ate que sejamos todos um só verso, um universo.
Aos Críticos
" Cada vez que o poeta cria uma borboleta, o leitor exclama: “Olha uma borboleta!” O crítico ajusta os nasóculos e, ante aquele pedaço esvoaçante de vida, murmura: — "Ah! sim, um lepidóptero...”"
"Aos Loucos e Raros"
Apresento minha grande contradição, o que posso mostrar de meu mundo, de meu ser, de meu são.
Sunday, July 30, 2017
Tuesday, July 25, 2017
Dobrando esquinas
Amo a surpresa nos encontros ...
Assim , como a espontaneidade de se encontrar com uma música no rádio ,
ou nos versos do poema que se apresenta.
Como a graça de estar caminhando na rua ,
dobrar uma esquina, e de repente ,
despretensiosamente, dar de cara com a lua sorrindo ...
Ah sim , amo encontrar-me com surpresa !
Assim , como a espontaneidade de se encontrar com uma música no rádio ,
ou nos versos do poema que se apresenta.
Como a graça de estar caminhando na rua ,
dobrar uma esquina, e de repente ,
despretensiosamente, dar de cara com a lua sorrindo ...
Ah sim , amo encontrar-me com surpresa !
Tuesday, June 13, 2017
O som do oceano em mim
Meu coração é assim , feito oceano
em que se pode nadar tranquilo.
É sereno e vazante quando você não está.
Mas quando chega , vem com a cheia,
deslizando no ritmo da minha onda , como se fosse dona desse todo meu mar
em que se pode nadar tranquilo.
É sereno e vazante quando você não está.
Mas quando chega , vem com a cheia,
deslizando no ritmo da minha onda , como se fosse dona desse todo meu mar
Faz um retumbar de ondas soando em ritmo cardíaco,
batendo em todas as minhas paredes,
como se já não me coubesse.
E então, quando você se vai ...
Sobra-me sempre a ressaca transbordando ...
Resta-me esperar pela vazante, a calmaria, o mar há de serenar
E o coração ?
Ah ! o coração é oceano ...
É mais fácil quebrar do que ser quebrado
Sunday, January 29, 2017
E o flamboyant deitava no braço de rio como ela deitava em seus braços, roçando folhas e cabelos nas ondulações da pele, que vibrava como as águas arrepiadas pelos suspiros do vento.
Seus abraços eram assim : quentes como um mar tocado pelo sol poente
E seguiram acariciado-se em natureza, num amor suave feito garoa que encharca, livre e leve feito brisa que passa.
Saturday, August 27, 2016
Encontros em esquinas
O dia em que me perdi passando de ônibus em algum lugar na
esquina entre a rua dos inválidos e a rua da relação, Rio de Janeiro – RJ.
Uma esquina um tanto poética eu pensei, procurei, mas nunca
mais dei conta desse encontro.
Peguei-me perguntando sobre invalidez... Esse termo, invalido, era dado para pessoas moribundas,
incapazes de produzir, provável que havia na rua um hospital.
E a rua correu, correu num tempo, correu num tanto, até
encontrar a relação.
E desse encontro, da relação com a invalidez, quando não há
mais o que produzir, se não repetir erros, padrões, círculos viciosos é quando
andamos como se tivessem moribundos acorrentados em nossos tornozelos, puxando
um peso morto, incapaz de desatar as correntes antes que ele se acabe em pó... Sem
renovação, sem evolução... Deve-se
olha-la definhar sem nada que se possa fazer? Como deixa-la partir, a relação,
como enterra-la?
Passei pela esquina, mas de alguma forma minha mente sempre
volta lá, se prostituindo a falsas ideias a fim de evitar o tal encontro ... Chego à conclusão que tudo finda, e algum dia,
pela vida ou pela morte, essas ruas, elas vão se cruzar.
Questiono-me apenas acerca do resultado da experimentação: Se soltar o peso moribundo antes que ele morra...
será que tem esperança de vida?
Friday, February 12, 2016
Licantropia
“Sonhei que era loba, corria livre pelas
montanhas” – Disse Ela.
Ele , como de costume , desacreditou de seus sonhos , fez-lhe
proibições , quis convencê-la de que não era loba mas sim, louca.
Acariciou-a como se acaricia um cachorrinho
domesticado, na tentativa de convencê-la de seu amor.
Nessa noite Ela cedeu de si um tanto para Ele, tanto quanto pôde, e era muito.
Assim foi por dias, até que um dia, Ela não
sonhou...
“Acho
que sou loba, acordei com gosto de sangue em minha boca” – Disse Ela
Ele riu , desdenhou de seus desejos, fez-lhe
exigências para continuar ao seu lado, como se lhe fizesse um grande favor, disse ainda para calar, porque seu cantar já era para Ele ruído.
Acariciou-a de novo, aquele carinho, aquele de
quem acaricia o cachorrinho fofo, a loba dentro dela eriçou os pelos, mostrou
os dentes. Ele não viu.
Ela não disse mais...
Acordou embebida em sangue, Ele jazia lá
com os ossos amostra, com olhos sem vida, a carne já não tinha mais gosto, já não existia
prazer.
Chovia lá fora , tirou o que restava da
roupa, caminhou descalça até a chuva. Permitiu-se lavar qualquer resquício que ele
deixara em seu corpo.
Essa
noite Ela seria lua, nua ,correria livre pela sua selva afora, cantaria para o vento...
Monday, November 16, 2015
Um livro por favor
O qual não se queira perder uma linha, uma letra
um que me faça esquecer do tempo
e das vicissitudes da vida,
do coração partido, da alma rasgada.
Que me leve em uma vida sem tédio.
Por favor, que não seja de autoajuda,
religião, ciência, ou vida real,
e que não me fale de amor
Um livro que apaixone,
arranque suspiros,
com o qual o tempo nunca estará perdido
que seja um companheiro
e saiba ceder espaço para acompanhantes
Precisa-se de um livro
que seja matéria prima para os sonhos
para o espírito
para a arte
Uma inspiração para liberdade.
Procura-se um livro…
indicações?
Sunday, November 08, 2015
Meio Verdades
Em verdade, a única
que sei,
é que talvez nunca saiba o que foi verdade,
foi apenas porque quis que fosse
não porque era.
Algo como se as paredes contassem uma história,
mas seus cantos e encontros tivessem outra história,
alguma que eu nunca saberei ao certo
De fato, nem sei o que é, o que sou…
somos paredes que contam outras histórias em seus cantos.
As vezes, espero que meu coração encontre morada em uma casa redonda,
em que paredes, são só paredes.
é que talvez nunca saiba o que foi verdade,
foi apenas porque quis que fosse
não porque era.
Algo como se as paredes contassem uma história,
mas seus cantos e encontros tivessem outra história,
alguma que eu nunca saberei ao certo
De fato, nem sei o que é, o que sou…
somos paredes que contam outras histórias em seus cantos.
As vezes, espero que meu coração encontre morada em uma casa redonda,
em que paredes, são só paredes.
Tuesday, June 09, 2015
gato preto
achando que era
feiticeira.
Cai tão profundo que
achei que
estava no céu, e era o
inferno
Desfrutei dos pecados,
acreditei que eram dádivas.
Entreguei-me ao prazer
e acreditei que era
felicidade.
Ceguei-me diante da
loucura
e, em um momento de
claridão,
me vi desperta e nua,
feito criança
com a pureza corronpida
Feito pedaços do que
um dia foi
ideologia e gente,
do que um dia foi alma
crente em Deus
e no amor
Crente na humanidade do
homem
e na verdade dos
abraços,
Um dia fui crente,
Um dia fui gente
hoje sou as migalhas
do que restou de um
feitiço
do acaso ,
Migalhas do caso.
Sunday, March 08, 2015
Colecionador de Borboletas
serei se não como a brisa
Passageira acaricia as folhas,
que gemem em delicioso prazer
Serei se não de mim mesma
a verdade
Livre como as gotas de orvalho
que na noite beijam a relva
e se esvaem ao primeiro raio de sol
Sou em deleite um olhar
que por pirraça
foge ao confronto
Um sorriso que
responde ser apenas sorriso
Como a borboleta que voa por voar
e por vontade própria te admira em
graça
Por natureza é livre e bela,
não porque o quis ser
O ser que não se pode,
querer ser,
querer ter,
possuir
Se não como um colecionador de
borboletas,
mortas em paredes de fundos sem cor.
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